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| Bandeira da Espanha |
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| Bandeira da Comunidade Autônoma de Andaluzia (sul da Espanha) |
| Bandeira da Comunidade Autônoma das Ilhas Canárias (arquipélago do Oceano Atlântico pertencente à Espanha) |
| Bandeira da Comunidade Autônoma de Murcia (sudeste da Espanha) |
Tudo começou quando Ana Fortes Días - filha de María Días, uma callí (cigana da Península Ibérica) casada com um gachó (homem que não é cigano) chamado José Fortes -, nasceu no povoado de La Carolina (província de Jaén). Na juventude, conheceu o andaluz nascido em Viator, Almería, José Gongora Cesar - filho de Trinidad Cesar Rodrigues e José Gongora Torres. Apaixonaram-se, casaram-se e vieram para o Brasil, trazendo o primeiro filho, José Gongora, que tinha apenas alguns meses.
Eles vieram para o interior de São Paulo, não somente em busca de uma vida melhor, mas principalmente, porque a família de Ana era contra o casamento. O irmão de José, Juan Gongora, também veio pouco tempo depois, instalando-se no Paraná - em Londrina ou Curitiba - porém, nunca mais deu notícias.
Ana, de tanto chorar a cada carta das irmãs que ficaram em Andaluzia, fez com que José tomasse uma atitude difícil: a de não mais entregar-lhe as epístolas. E foi assim que Ana perdeu todo o contato com sua família.
Vieram os outros filhos. Depois de José (nascido em Andaluzia), nasceram os primeiros brasileiros: Maria, Trindade (que deveria ter sido registrada como Trinidad), Antonio, Carmem (registrada no Brasil, erroneamente, com "m") e Manuel (que faleceu ainda bebê).
Carmem Gongora era a caçula, nascida na cidade de Tapiratiba, interior de São Paulo.
Aos 12 anos, conheceu Luís Antiquera Rodrigues, um jovem de 17 anos que vivia na fazenda vizinha, nascido em São José do Rio Pardo, em São Paulo. Seus pais, Francisca Lopes e Juan Antiquera Rodrigues (vindo a se tornar "João" nos documentos, além de receber o sobrenome "Rodrigues" de seu patrão, ao embarcar no navio que o trouxe), também eram andaluzes de Granada. Luís, como Carmem, também era o caçula de muitos irmãos: Francisco, María del Carmen, Izabel, João Francisco, Antonio e Rosaria Mathildes. Alguns anos depois, Carmem e Luís se casaram e tiveram dois filhos: Irene e Luís.
Enquanto isso, casavam-se Eulália e João, cujos pais também vieram da Espanha. Os pais de João eram Israel de Toledo, um judeu espanhol nascido na região de Andaluzia, e Hermínia Ávila, uma morena de olhos amendoados nascida em Santa Cruz de Tenerife, Ilhas Canárias. Os pais de Eulália eram Bartolomeu Serrano Lopez - nascido em Murcia - e María Josefa Martins Hernández - nascida na região de Andaluzia. Eulália tem um irmão chamado Cristóvão; João, três irmãos: Carmen, Clara e Antonio.
Eulália e João tiveram sete filhos: Edson, Izidro, Maria da Penha de Jesus, Irineu, Magali, Marcia e Elaine.
Edson de Toledo, o mais velho, casou-se com Irene Gongora Rodrigues.
E eu nasci. Nasci Carmem, como minha avó materna e minha tia-avó paterna; Carolina, como o pequeno povoado de Jaén onde minha bisavó Ana nasceu; Rodrigues, como o sobrenome "emprestado" de meu bisavô Juan; Toledo, como o sobrenome de meu bisavô Israel.
Terra de Camarón de la Isla, Federico García Lorca, Miguel de Cervantes, Paco de Lucía, Plácido Domingo, Sarita Montiel, Luís de Góngora...
Esta é a Espanha!
Foi nessa terra que nasceram também os cantores José Luis Figuereo Franco - conhecido como El Barrio - e Rosana Arbelo Gopar.
El Barrio nasceu em Cádiz, Andaluzia. Rosana nasceu em Lanzarote, Ilhas Canárias.
El Barrio nasceu em Cádiz, Andaluzia. Rosana nasceu em Lanzarote, Ilhas Canárias.
El Barrio começou a demonstrar seu talento ainda na infância. Seu nome artístico foi escolhido em homenagem ao bairro de Santa María, onde nasceu, em Cádiz. Como a maioria dos cantantes espanhóis, sua maior inspiração é Paco de Lucía.
Rosana compõe e canta rumbas, mas também grava estilos diversos, como Rock e Reggae. Aos cinco anos, ganhou seu primeiro violão e aos oito, compôs sua primeira canção.
Para esta postagem, pertencente à série Especial - A Beleza das Raças, escolhi duas canções fortes, com letras profundas, que estimulam a reflexão e inspiram o respeito àqueles que estiveram na Terra antes de nós e àqueles que ainda virão.
A canção "Andalucía" é um pequeno resumo dessa terra de poetas e artistas onde meus antepassados nasceram. Percebe-se o amor e o respeito que El Barrio tem por essa bela região, não somente através da letra, mas pela melodia forte e cheia de sentimento.
O clipe de "Llegaremos a tiempo" não fala apenas por palavras, mas também é perfeitamente compreensível pelas imagens. Ela se dirige a todos os seres humanos, e não somente aos cidadãos espanhóis.
Logo abaixo, seguem as letras das canções e suas respectivas traduções, feitas por mim.
O vídeo de "Andalucía" traz bonitas imagens andaluzes.
O clipe de "Llegaremos a tiempo" não foi incorporado, pois roda somente na página do Youtube, por determinação da gravadora WMG. Peço que ouçam as canções nos players abaixo, acompanhando a letra e depois, assistam aos clipes.
O clipe de "Llegaremos a tiempo" não foi incorporado, pois roda somente na página do Youtube, por determinação da gravadora WMG. Peço que ouçam as canções nos players abaixo, acompanhando a letra e depois, assistam aos clipes.
Carmem Toledo.
Vídeo: Canal tano rubiales cardona, Youtube
"Andalucía"
El Barrio
Letra:
Tengo una choza en un rio llena de rosas y jazmín (bis)
Ayer tuve un sueño,
Ayer tuve un sueño,
No quise despertar
Me vi en un patio cualquiera
Me vi en un patio cualquiera
Con balcones, con calichas y escaleras quebradas,
De barandas cubiertas de enredaderas
Una mujer vieja sentada
En un parque solitario
De barandas cubiertas de enredaderas
Casa puertas de madera y un olor a humedad.
Una mujer vieja sentada
En una mecedora
Que apenas balancea,
Una mesa y una sillita de nea,
Unos años de guerra y alegría
Unos años de guerra y alegría
Un naranjo y en el centro
Y el sentir de Andalucía,
Andalucía
Vente conmigo a vivir
Tierra de grandes poetas,
Vente conmigo a vivir
Tengo una choza en un rio llena de rosas y jazmín (bis)
Tierra de grandes poetas,
Pero haber quien me discute
Que siendo andaluz nunca ha escrito una letra
Quien nos ha impregnado de sal
Quien nos ha impregnado de sal
Si entre montes, valle y mar,
Tenemos para regalar
Tenemos para regalar
En un parque solitario
Con la luna por testigo
Sueñan dos enamorados
Golondrinas que anidan el tejado
Una fuente donde se llenan los barros (?),
Caballo, guitarra, vino y carro
Y el sentir de Andalucía
Andalucía
Vente conmigo a vivir
Si te quitan la teta y te cambian de cuento
No te tragues la pena, porque no estamos muertos
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo
Si te anclaran las alas, en el muelle del viento
Yo te espero un segundo en la orilla del tiempo
Llegarás cuando vayas más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Si te abrazan las paredes desabrocha el corazón
No permitas que te anuden la respiración
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión
Que la vida son dos trazos y un borrón
Tengo miedo que se rompa la esperanza
Que la libertad se quede sin alas
Tengo miedo que haya un día sin mañana
Tengo miedo de que el miedo, te eché un pulso y pueda más
No te rindas no te sientes a esperar
Si robaran el mapa del país de los sueños
Siempre queda el camino que te late por dentro
Si te caes te levantas, si te arrimas te espero
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Mejor lento que parado, desabrocha el corazón
No permitas que te anuden la imaginación
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión
Que la vida son dos trazos y un borrón
Tengo miedo que se rompa la esperanza
Que la libertad se quede sin alas
Tengo miedo que haya un día sin mañana
Tengo miedo de que el miedo te eché un pulso y pueda más
No te rindas no te sientes a esperar
Solo pueden con tigo, si te acabas rindiendo
Si disparan por fuera y te matan por dentro
Llegarás cuando vayas, más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Solo pueden con tigo, si te acabas rindiendo
Si disparan por fuera y te matan por dentro
Llegarás cuando vayas, más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Tradução (por Carmem Toledo):
(Texto originalmente publicado no blog "Carmem Toledo", no dia 17 de junho de 2013)
Sugiro que leiam a postagem "Meu segundo Encontro Bimestral de Dança: Algumas surpresas..."
Carmem Toledo.
Sueñan dos enamorados
Golondrinas que anidan el tejado
Una fuente donde se llenan los barros (?),
Caballo, guitarra, vino y carro
Y el sentir de Andalucía
Andalucía
Vente conmigo a vivir
Tengo una choza en un rio llena de rosas y jazmín (bis)
Tradução (por Carmem Toledo):
Vem comigo viver
Tenho um casebre no rio cheio de rosas e jasmim
Ontem tive um sonho
Não quis despertar
Me vi em um pátio qualquer
Com sacadas, com paredes descascadas e escadas quebradas
De corrimões cobertos de trepadeiras
Casa, portas de madeira e um cheiro de humidade
Uma mulher velha sentada
Em uma cadeira de balanço
Que mal balança
Uma mesa e uma cadeirinha de palha (?)
Uns anos de guerra e alegria
Uma laranjeira e no centro
E o sentimento de Andalucía
Andalucía
Vem comigo viver
Tenho um casebre no rio cheio de rosas e jasmim
Terra de grandes poetas,
Mas há de surgir quem me desminta
Que sendo andaluz nunca escreveu uma letra
Quem nos impregnou de sal
Se entre montes, vale e mar
Temos para presentear
Em um parque solitário
Com a lua por testemunha
Sonham dois apaixonados
Andorinhas que fazem ninhos no telhado
Uma fonte cheia de barro (?)
Cavalo, violão, vinho e carroça
E o sentimento de Andalucía
Andalucía
Vem comigo viver
Tenho um casebre no rio cheio de rosas e jasmim
(Tradução para o português: Carmem Toledo)
"Llegaremos a tiempo"
Rosana
Clipe oficial:
http://youtu.be/q6AlG8R9Uto
http://youtu.be/q6AlG8R9Uto
Letra:
Si te arrancan al niño, que llevamos por dentro,Si te quitan la teta y te cambian de cuento
No te tragues la pena, porque no estamos muertos
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo
Si te anclaran las alas, en el muelle del viento
Yo te espero un segundo en la orilla del tiempo
Llegarás cuando vayas más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Si te abrazan las paredes desabrocha el corazón
No permitas que te anuden la respiración
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión
Que la vida son dos trazos y un borrón
Tengo miedo que se rompa la esperanza
Que la libertad se quede sin alas
Tengo miedo que haya un día sin mañana
Tengo miedo de que el miedo, te eché un pulso y pueda más
No te rindas no te sientes a esperar
Si robaran el mapa del país de los sueños
Siempre queda el camino que te late por dentro
Si te caes te levantas, si te arrimas te espero
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Mejor lento que parado, desabrocha el corazón
No permitas que te anuden la imaginación
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión
Que la vida son dos trazos y un borrón
Tengo miedo que se rompa la esperanza
Que la libertad se quede sin alas
Tengo miedo que haya un día sin mañana
Tengo miedo de que el miedo te eché un pulso y pueda más
No te rindas no te sientes a esperar
Solo pueden con tigo, si te acabas rindiendo
Si disparan por fuera y te matan por dentro
Llegarás cuando vayas, más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Solo pueden con tigo, si te acabas rindiendo
Si disparan por fuera y te matan por dentro
Llegarás cuando vayas, más allá del intento
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo…
Tradução (por Carmem Toledo):
Se te arrancam a criança que levamos por dentro,
Se te desmamam e te mudam de conto
Não te engulas o tormento, porque não estamos mortos
Chegaremos a tempo, chegaremos a tempo
Se te fixam as asas no cais do vento
Eu te espero um segundo na borda do tempo
Chegarás quando fores mais além da tentativa
Chegaremos a tempo, chegaremos a tempo
Se te abraçam as paredes, desabrocha o coração
Não permitas que te amarrem a respiração
Não fiques esperando que pinte a ocasião
Que a vida são dois traços e um borrão
Tenho medo que se quebre a esperança
Que a liberdade fique sem asas
Tenho medo que haja um dia sem manhã
Tenho medo de que o medo te tire a força e possa mais
Não te rendas, não te sentes a esperar
Se roubaram o mapa do país dos sonhos,
Sempre resta o caminho que te fala por dentro
Se te cais, te levantas, se te aproximas, te espero
Chegaremos a tempo, chegaremos a tempo
Melhor lento que parado, desabrocha o coração
Não permitas que te amarrem a imaginação
Não fiques esperando que pinte a ocasião
Que a vida são dois traços e um borrão
Tenho medo que se quebre a esperança
Que a liberdade fique sem asas
Tenho medo que haja um dia sem manhã
Tenho medo de que o medo te tire a força e possa mais
Não te rendas, não te sentes a esperar
Só podem contigo, se te acabas rendendo
Se disparam por fora e te matam por dentro
Chegarás quando fores mais além da tentativa
Chegaremos a tempo, chegaremos a tempo
Só podem contigo, se te acabas rendendo
Se disparam por fora e te matam por dentro
Chegarás quando fores mais além da tentativa
Chegaremos a tempo, chegaremos a tempo
(Tradução para o português: Carmem Toledo)
(Texto originalmente publicado no blog "Carmem Toledo", no dia 17 de junho de 2013)
Sugiro que leiam a postagem "Meu segundo Encontro Bimestral de Dança: Algumas surpresas..."
Carmem Toledo.



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